
Rapper sorocabano Tristão lança novo álbum com participação de Emicida na quinta-feira (16/04)
Na quinta-feira (16/04), o rapper sorocabano Tristão apresenta o álbum “Fazer arte nem é tão legal assim”!
Com 12 faixas, o rapper lança seu sétimo álbum, definido como o mais ambicioso de sua carreira.
Em “Fazer arte nem é tão legal assim”, Tristão expõe as nuances do cansaço e da honestidade, que foram inspirações para o nome do álbum.
“Veio de um lugar de estafa burocrática — não criativa —, de indefinições, de momentos em que as coisas pareciam não andar”, conta Tristão. “É um desabafo, mas também é uma brincadeira. A gente glamouriza a vida de artista, mas ninguém fala da parte burocrática, do retorno financeiro que não vem, de fazer isso há dez anos como profissão e ainda ter que justificar.”
No título, a provocação esconde uma filosofia: fazer arte vale a pena independente dos prêmios, das métricas e das validações externas.
“Se amanhã eu estiver no Tiny Desk ou no Programa do Bial, tudo o que eu fiz valeu muito a pena. Mas, se eu não chegar lá, continua valendo — porque é isso que eu faço. A arte é como o ar para mim.”
Produzido de forma coletiva, o álbum tem produção musical assinada pela dupla Matheus Camargo e Thiago Jamelão. A masterização ficou a cargo de Carlos Freitas, engenheiro de som com 45 Grammys Latinos no currículo.
A captação, mixagem e edição foram conduzidas por Yuri Mavignier, no YuriRecords.
“Sou bastante sortudo com as pessoas que conheço. Por coincidência, estão lá os meus melhores vocais, os melhores guitarristas, produtores exímios. Sinto que está tudo muito rico musicalmente”, comenta o artista.
Dando ainda mais corpo para a coletividade do disco, o álbum traz participações de Emicida, PureHamp, Ceros, Camargo, Betão OG, LV Twil, RichVfreak, FreazaCreed, Duzz, PequenoBo, Farid, Tiago Balera e Margôt.
Palavra cumprida
Na faixa 6, “EM minha janela”, Tristão e Emicida se reúnem em uma parceria que levou anos para se concretizar:
“Ele me ouviu, me citou numa época em que eu estava começando a ganhar visibilidade. Chamei na DM. Ele prometeu um som e nunca esqueceu. No rap, palavra não faz curva”, conta Tristão.
A estratégia foi paciente e calculada: montar o projeto certo, escolher o beat certo, escrever linha por linha com cuidado e só então enviar.
“Ele ouviu, gostou e gravou. Compôs a parte dele seguindo a linha que eu tinha construído e ficou incrível.”
Produção autobigráfica
“Fazer arte nem é tão legal assim” segue uma sequência de conversas autobiográficas.
Criado entre Sorocaba e Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, a trajetória do artista aparece em suas composições como matéria-prima:
“O projeto fala de coisas sérias que impactaram minha vida: a relação com a polícia, com pai e mãe, crescer no interior. E também de coisas mais leves: a feira, as tias da feira, cachoeiras com os amigos, subir em pé de árvore”, elenca.
Com bases que trazem influência de ritmos africanos e afro-diaspóricos, como o amapiano, afro drill e UK garage, cada faixa é uma crônica urbana afiada, embalada pela estética sonora inconfundível do trap.
Show de lançamento
Celebrando o lançamento do álbum, Tristão marca presença na quinta-feira (16/04), às 20h, no Tremoço F.C., para uma audição gratuita do disco.
O espaço fica na Rua Francisco Scarpa, 321 – Centro.