
Grupos de percussão em Sorocaba para conhecer e se juntar
Instrumentos de percussão são aqueles que para fazerem sons, devem ser percutidos (batidos), agitados, raspados ou friccionados (atritados). São os mais antigos instrumentos de expressão musical que existem. Exemplos são alfaia, atabaque, agbê (xequerê ou afoxé), caixa, gonguê, pandeiro, maracá, bateria, berimbau, chocalho, caxixi, tambor e tímpano.
Sorocaba possui alguns grupos que se reúnem para tocar, estudar, ensaiar a percussão e se apresentar. Todos fazem oficinas abertas! Você conhece algum deles?
Baque Mulher Sorocaba
Baque Mulher é um grupo de maracatu nação só de mulheres. Maracatu nação, ou maracatu de baque virado, é uma manifestação artística da cultura popular e carnavalesca da Região Metropolitana do Recife em que um cortejo real desfila pelas ruas, acompanhado de um conjunto musical percussivo. Trata-se de uma forma de expressão da cultura negra. É essencialmente de matriz africana. Os Maracatus mais tradicionais ainda são feitos em territórios religiosos.
A Mestra Yakekerê Joana Cavalcante, artista popular pernambucana de grande relevância no país, foi a primeira mulher a coordenar um grupo de maracatu nação – a Nação Encanto do Pina. Devido ao machismo presente no meio, que limitava muito o que mulheres podiam fazer no Maracatu, decidiu fundar o Movimento de Empoderamento Feminino Baque Mulher, no ano de 2016, como forma de resistência e incentivo à mulheres ecoarem seus tambores. Hoje possui 39 filiais pelo Brasil, incluindo uma em Sorocaba
Para as mulheres interessadas, os ensaios acontecem às terças-feiras, no Dois Ponto Oito Teatro Bar (R. Machado de Assis, 112 – Centro, Sorocaba), às 19h.
Instagram: @baquemulhersorocaba | Site: baquemulher.com.br

Instagram @baquemulhersorocaba
Krucatá
Krucatá é um bloco, uma banda, oficinas corporativas e pedagógicas e uma marca de roupas. Tem o objetivo de gerar impacto positivo na sociedade e conectar pessoas através da arte. Suas práticas são facilitar o aprendizado da música, divertir eventos com respeito, integrar colaboradores de uma empresa e promover a conexão e valorização da economia local, artistas, empreendedores e desenhistas do interior através da moda sustentável.
As oficinas abertas do grupo acontecem às quartas-feiras, das 18h30 às 19h45, no Colégio COC Santa Rosália (R. Manoel Pereira e Silva, 80 – Jd S Rosália). As inscrições para participar abrem anualmente, de abril a outubro. Podem ser feitas no site krucata.com.br. O grupo trabalha com uma colaboração de R$ 85,00 mensais dos participantes, mas está aberto à contribuições conscientes e sustentáveis. Não é necessário se inscrever para participar da sua primeira oficina. Aberto pata todas as pessoas com 12 ou mais anos de idade.
Instagram e Facebook: @krucata | Site: krucata.com.br

Instagram @krucata
Casa do Ritmo
Desde 2010, a Casa do Ritmo promove ações educativas de promoção da cultura popular brasileira em Sorocaba. Em 2015, expandiu e se tornou um coletivo, se aprofundando na pesquisa e divulgação de culturas populares e seus desdobramentos musicais como o samba de chula, maracatu, baião, coco, jongo, boi-bumbá e samba raiz.
Atualmente, a sede está em Araçoiaba da Serra, mas oficinas esporádicas e aulas particulares são feitas em Sorocaba. Para saber quando e onde tem, fique de olho nas redes sociais da Casa do Ritmo!
Instagram e Facebook: @casadoritmo | Site: linktr.ee/casadoritmo

Instagram @casadoritmo
Exausta Samba
O grupo começou na pandemia com a dupla Bianca Milanda e Fe Lelot para divulgar mensagens de carinho e acolhimento através da música popular brasileira. O nome do projeto era Das Paisagens da Minha Janela, já que as pessoas interagiam pelas janelas das plataformas digitais. Depois, Roberta Barcelli ingressou como percussionista, e foi feito o primeiro show presencial na Casa das Maricotas.
O nome do grupo foi mudado para Exausta Samba, pois representa o cansaço que as mulheres sentem com tantas situações de machismo no cotidiano. Ainda exaustas, elas exercem o direito de estar onde quiserem. A proposta dessas musicistas é gerar autonomia e empoderamento de mulheres através da música e do samba.
Uma sexta-feira por mês, elas fazem uma roda aberta de samba na Casa das Maricotas (Rua Aparecida, 517), com apoio da casa e da Umbora Cozinha, que pensa no cardápio para que a roda aconteça. A data é divulgada nas páginas da @casadasmaricotas, @umboracozinha e na própria página @exausta_samba. As rodas são abertas para pessoas que não se identificam como homem cisgênero. Não precisa ter instrumento e nem saber tocar. É só chegar e juntar!
Instagram: @exausta_samba

Instagram @exausta_samba
Você conhece algum outro lugar aberto a interessados em tocar percussão? Deixe aqui nos comentários!