Orquestra Sinfônica do Estado de SP, em Sorocaba

22/02/2014

Domingo (23/02) teremos uma grande apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), e pensei na grande oportunidade de falar sobre algo diferente aqui no blog. Só que tínhamos um impasse: o que EU ia entender sobre a OSESP? Eu, que o máximo de contato que tive com música clássica foi um cd que ganhei da minha mãe chamado: Clássicos Divertidos, como eu teria respaldo para falar sobre algo tão importante, porém que foge totalmente da área do meu coraçãozinho tão musical?

Solução: Pedi para uma querida amiga, dona Stefanie Bassetto, que já tocou clarinete (viu, a gente sempre tira sarro disso, mas é porque somos idiotas e na verdade achamos bem fofo), e realmente SENTE a música clássica, e abri um espacinho pra ela derreter o coração dela e chamar todos vocês para conferirem a apresentação da OSESP que rola neste domingo.

São telas e faces que nos sustenta com a capacidade ímpar da criatividade manter-se ativa. Existe também um turbilhão emotivo que poucas músicas podem proporcionar. Uma aventura no imaginário com algumas notas soltas e que se harmonizam tão perfeito e brilhante.

Houve um tempo sem guitarras e microfones que possibilitaram tanta gente de manter a cabeça funcionando, criando um pacote de histórias inventadas. Tudo porque a música assim o faz. Como foi possível não ouvir um solo que desse emoção? Pois lá, antes dos bisavós, eram as violas, trompetes e marimbas tocando em uníssono na maior formação de um grupo musical já visto: a orquestra!

Ainda que tida como tediosa deslembrada para muitos, há um quê de emoções variadas que a música orquestrada mostra. Não? Acho que um dia você já deve ter visto o Robertão tocando no fim de ano da Globo acompanhado por uma orquestra, ou o maestro João Carlos Martins dando entrevista no Jô, ou mesmo os Scorpions com a Filarmônica de Berlim ou Metallica com a Orquestra Sinfônica de San Francisco. Sério: ainda não? Tá, a gente te dá uma forcinha com essa.

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Daí que orquestra é música clássica… e também romântica, e barroca. Mas para você não se enganar e, por mais que insistam, o correto é música erudita. Música Clássica foi do período da literatura, a Era Clássica (entre 1750 e 1810) que eternizou os três maiores compositores da música erudita: o pequeno gênio Mozart (1756 – 1791), o impressionante e forte Beethoven (1770 – 1827) e Haydn (1732 – 1809), responsável por essa fase de evolução – entrada, sustentação e saída da Era Clássica, marcada pela clareza, equilíbrio e simetria. Essa época também ficou conhecida pela razão e, no ocidente, início a crença nos direitos humanos acima das frescuras da monarquia (Isso te lembra alguma coisa na atualidade brasileira?).

Lá em setembro de 1954, quando Getúlio Vargas dominava esse Brasilzão de Deus, o então governador de São Paulo, Lucas Nogueira Gracez, promulgava a lei de criação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP. Em 2014 a joia da música erudita brasileira comemora 60 anos!

Se fosse uma pessoa, a OSESP agora poderia andar de ônibus sem pagar, ter vaga de estacionamento privilegiada em shoppings e hipermercados e pagar meia em suas próprias apresentações! Mas essa linda tem um programa anual chamado OSESP Itinerante, com apresentações pelo interior de São Paulo gratuitas ou de valor simbólico.

Em Sorocaba, a OSESP se apresentará no domingo, 23 de fevereiro, às 11h da manhã, na Concha Acústica do Paço Municipal.

Com a regência do maestro Roberto Tibiriçá, a apresentação contará com a marcante Quinta Sinfonia de Beethoven em Dó Menor 1º e 4º movimentos, a esplendorosa Russlan e Ludmila: Abertura do russo Glinka, e a doce Romeu e Julieta: Abertura-fantasia de Tchaikovsky.

Numa boa, é pro seu coraçãozinho se derreter em devaneios de amor e ódio, estrondo e paciência, calmaria e plenitude – do começo ao fim. Sim & com certeza.

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