Lá fora

21/01/2014

Na correria do dia a dia entre o trabalho, casa, a família e as questões pessoais para se resolver, falta tempo para o ócio. Às vezes, temos a sensação de faltar até ar. A respiração fica curta e o estresse é consequência.

Mas você não deve estar nesse nível, porque se estivesse, duvido que conseguiria abrir o blog e ler um artigo em plena terça-feira. Fico contente, é claro! Mas gostaria de compartilhar aqui um assunto que podemos difundir aos nossos amigos e às nossas amigas estressadas.

É um assunto de maior importância. Quero discutir a relação. Não a minha ou a sua (porque nem somos assim tão íntimos). É sobre a relação com a natureza.

Li recentemente uma reportagem que reforçou, para mim, um conceito desenvolvido na infância. O de que a natureza salva.
Todo mundo já ouviu falar em alimentação natural e em fitoterapia. A saúde agradece. Mas a reportagem, publicada pela Revista Go Outside, do mês passado, aborda o “banho verde”. O que é isso? Nova moda em Nova Yorque? Não, pode apostar que isso é coisa de japonês.

Na verdade, trata-se de uma terapia por meio de um passeio na floresta. Algo simples que pode mudar a vida de uma pessoa. A reportagem foi feita com base na experiência “Terapia Florestal”, promovida nas montanhas do Chichibu-Tama-Kai.
Depois de longas jornadas de trabalho os japoneses, que são acostumados a se cobrarem muito, relaxam ao entrarem na floresta, sentirem os diferentes aromas, ao ouvirem os sons dos pássaros e de outros animais, ao abraçarem as árvores e até ao tatearem musgos em pedras.

Isso faz parte de um projeto que está em pleno desenvolvimento e expansão no Japão, onde a taxa de suicídio está entre as mais altas do mundo.

Já pensou que interessante um projeto desses em cada cidade brasileira? Antes de entrar em contato com o verde é feito a aferição da pressão da pessoa. Durante e depois da floresta, a pressão que, antes estava alta, diminuiu e normalizou.

Uma pesquisa foi elaborada com dados desse projeto “Terapia Florestal” e se estudou as mudanças fisiológicas, com análise de hormônios, salivas, frequência cardíaca e uma dezena de outros itens. Chegou-se à conclusão de que a natureza pode combater a depressão e até o câncer.

Ou seja a vida ao ar livre é mais saudável. E não é necessário colocar as malas no carro e sair atrás da primeira floresta. Os estudos dizem que uma ida ao parque, já pode alterar sua saúde, diminuindo a ansiedade, por exemplo.

Apesar das pesquisas científicas isso pode ser um pouco relativo ainda. Acho que esses pesquisadores não conheceram algumas amigas minhas. Aposto que elas só de imaginarem um passeio na Floresta, pode ser a de Ipanema, essa aqui do nosso lado, já alterariam o humor sim, mas para pior. Galho de árvore no rosto, terra entrando pelo tênis, subidinhas, descidas escorregadias, inseto enchendo o saco, cheiro de repelente da pessoa do lado, suor escorrendo no rosto e ainda a constante ameaça de uma cobra aparecer pelo caminho? Para quê tanto estresse, elas diriam.

É, tudo nessa vida é relativo. Mas não custa tentar passar a dica pra frente. Apesar de tanto concreto e asfalto há, por perto, boas opções para se curtir o verde (para todos os gostos): o Parque do Varvito, em Itu, o Morro do Saboó, em São Roque, Parque Carlos Botelho em São Miguel Arcanjo, etc. Sinta a diferença!

– Confira mais parques da região lá no Agenda! > Passeios

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